O material do quadro não é um detalhe de fabricação. É uma decisão sobre durabilidade, engenharia e escala.
A maioria das pessoas observa uma bicicleta pela silhueta, pela cor ou pelo conjunto de componentes. Nós também olhamos para o que não aparece: a matéria-prima, o processo de fabricação e a capacidade de manter aquele produto em uso por muitos anos.
Na MYKE, desenvolvemos o conceito de um quadro monocoque produzido com termoplástico reciclado enriquecido com grafeno. A proposta combina design integrado, reaproveitamento de materiais e uma abordagem industrial orientada à repetibilidade.
Não escolhemos um material apenas pelo que ele promete. Escolhemos um caminho de engenharia que precisa provar seu valor no uso real.
O que o grafeno faz nessa história?
O grafeno é uma forma de carbono com propriedades interessantes para a ciência dos materiais. Quando incorporado a um polímero, seu efeito depende de fatores concretos: formulação, concentração, dispersão, processamento e geometria da peça. Não existe ganho universal apenas porque um produto contém grafeno.
O objetivo do nosso desenvolvimento é explorar essas possibilidades para criar um quadro adequado às exigências específicas de uma frota compartilhada — incluindo resistência ao uso cotidiano, estabilidade, manutenção e qualidade de fabricação.
Design e produção precisam nascer juntos
Um quadro monocoque abre possibilidades formais que vão além dos tubos convencionais. Mas uma geometria atraente só se justifica quando pode ser produzida de forma consistente, inspecionada, reparada quando aplicável e integrada aos demais componentes.
A injeção de termoplásticos é uma rota industrial que pode favorecer repetibilidade em volumes elevados. A viabilidade econômica e o desempenho do quadro, porém, dependem de validação do processo, ferramental, ensaios mecânicos, fadiga e comportamento ao longo da vida útil.
Inovação de verdade precisa funcionar na fábrica, na rua e no fim do ciclo de vida.
Menos discurso. Mais engenharia.
Usar plástico reciclado não dispensa responsabilidade ambiental; exige rastreabilidade, qualidade da resina e avaliação do ciclo de vida. Da mesma forma, o grafeno não torna o produto automaticamente superior ao alumínio ou à fibra de carbono. São soluções distintas, com aplicações e compromissos técnicos diferentes.
Nossa convicção é simples: o futuro da mobilidade merece materiais repensados com método. É isso que buscamos desenvolver na MYKE.
MOVE QUIETLY.